terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ATENÇAO!!!

11/01 – Estado vai estudar medidas para socorrer a Doux-Frangosul


O secretário da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Investimento (AGDI) Mauro Knijnik disse ontem que o governo vai buscar alternativas para socorrer a Doux-Frangosul. “Quero marcar uma reunião com Charles Doux para discutir algumas opções para que o Estado possa ajudar a empresa”, afirmou o secretário. No entanto, mesmo com a intenção de ajudar, o governo, segundo o secretário, tem suas limitações, pois se trata de uma empresa privada. A Doux enfrenta há meses dificuldades para pagar seus criadores integrados.
“Já falei com alguns bancos credores, com a direção local da empresa, mas precisamos respeitar o fato de ser uma companhia privada”, reiterou o secretário. Knijnik se disse muito preocupado com o reflexo da situação financeira da empresa na realidade dos produtores integrados. “Estamos apreensivos com os produtores, pois eles estão passando por grandes dificuldades e porque sabemos da importância de manter uma empresa tão importante para o Estado”, disse.
Knijnik participou ontem de uma reunião com o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, para entender de que forma o setor vem se posicionando frente à situação da Doux e buscar soluções conjuntas. “Trata-se de uma empresa de grande respeitabilidade, mas que vive um momento difícil”, disse Turra. Na opinião do dirigente, é importante que todos os envolvidos no processo evitem entrar num “clima de catástrofe”, como se a Doux fosse uma empresa inviável, pois, dessa forma, a situação ficaria ainda pior. “É preciso lembrar que são 15 fábricas no Estado e três no Mato Grosso do Sul, e que se trata de uma empresa que exporta e que tem mercado para US$ 1,6 bilhão, que foi o movimento do ano passado.”
O presidente da Ubabef afirmou ter informações de que a Doux está buscando um empréstimo e também a captação de recursos do exterior. “O que eu sei que há de urgente é isso e que também há muito interesse do governo gaúcho em acompanhar esse processo.” Turra alegou que a Doux não é uma empresa que está sendo retirada do fundo do poço, mas que tem uma história e até pouco tempo era das melhores integradoras do País e a terceira maior processadora do Brasil. “Então, o Rio Grande do Sul tem a responsabilidade de acompanhar e, de certa forma, socorrer nessa hora em que a empresa vive um momento de dificuldade.”
O presidente da Fetag, Elton Weber, disse que a Doux procurou a federação para realizar uma nova reunião com os produtores. A data será definida hoje. O dirigente disse que, até o momento, a empresa vem pagando aos poucos, mas sempre com atrasos que variam entre 80 e 90 dias. “Desde o momento da entrega do lote, o normal é levar até 30 dias para o produtor receber. Hoje, leva até três meses”, explicou Weber.

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